sexta-feira, 3 de julho de 2009

Deixemos de lado o egocentrismo

Esperei uma leve calmaria dos noticiários a respeito da morte de Michael Jackson para postar aqui uma visão que não é minha, porém que concordo em pontos. O texto é de Regis Tadeu e foi retirado do Yahoo! Brasil. Dentre tantas críticas e notícias expostas na mídia, não pude deixar de notar que o que esse cara falou é a mais pura realidade, e que, o valor de uma morta precoce é muito maior do que o valor de se chegar a "melhor idade".

"Deixemos de lado as lágrimas hipócritas" por Regis Tadeu

Vamos lá, faça uma autocrítica e não esconda sequer uma ponta de morbidez: quantas vezes você não se pegou ridicularizando a figura do cara, suas esquisitices, seu gosto pelo bizarro, seu "nariz de massinha", sua brancura artificial e o diabo a quatro?
A maioria dos admiradores - e não os fãs patéticos, que agora estão se desmanchando em choros convulsivos, que não foram trabalhar porque estão deprimidos com a morte de seu ídolo - sabe que a importância de Jackson para o show business não pode sequer ser colocada em um patamar conhecido deste planeta. A maneira como ele revolucionou a indústria dos videoclipes, por exemplo, permitindo que diretores levassem suas ousadias a extremos em termos de efeitos especiais que só foram utilizados pelo cinema alguns anos depois é mais do que digna de aplausos. Isso sem contar a qualidade que ele apresentou em alguns de seus discos, como Off the Wall, o melhor de todos - não, Thriller foi o seu trabalho mais famoso, mas não o melhor em termos musicais.
Mas para quem lida com música de uma maneira séria e racional, a pergunta neste exato momento é: por que ele não foi talentoso o suficiente para apagar o fracasso de seus últimos discos, principalmente do horrível e pretensioso Invencible? Por que ele não fez como todo mundo que se presta a construir uma carreira musical sólida em termos de qualidade até os dias de hoje, como fazem Paul McCartney, David Bowie e Bruce Springsteen?
A resposta é muito simples: porque faltou a Jackson aquela centelha da genialidade musical que o acompanhou desde os tempos de Jackson 5 até o lançamento de Thriller, a mesma centelha que foi capengando e diminuindo gradativamente até o punhado de canções razoáveis que ele reuniu no irregular Dangerous. A partir de um determinado momento de sua conturbada vida, a música perdeu a importância. Jackson acreditou que seria eternamente adorado independente do que fizesse. E isso é uma sentença de morte - artística e até mesmo pessoal - para quem viveu a música com tamanha intensidade.
Como não conseguia mais apresentar algum traço de criatividade, Jackson recorreu a factóides estapafúrdios, como a "agenda dos 50 shows" em Londres - chego a dar risadas quando encontro com alguém que realmente acreditou que ele faria tal pataquada -, mas isso pouco importa agora.
Michael Jackson está morto. Fisicamente. Porque, em termos artísticos, nos últimos quinze anos ele foi apenas um zumbi do qual todo mundo ria e tirava sarro. E são essas pessoas que hoje se mostram comovidas com o seu falecimento.
Mundo estranho este, não? Pense nisso...
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Não pude deixar de notar em outros post's que ele fez, que grande parte dos leitores não concordou, talvez pelo fato de estarem vislumbrados com a morte de Michael. Não concordo em tudo que ele falou, e também acho desnecessário os comentários dos leitores. O motivo? Ele disse que estava cansado de ver os noticiários contando a vida sofrida do astro milhares de vezes. Tudo bem, pra ele que se considera um crítico expert em música, pode até ser. Mas e para a nova juventude? E pras pessoas que não chegaram a acompanhar tudo isso e não conheciam bem a história dele? Acho que sim, vale ser lembrada várias e várias vezes. Ele fez e aconteceu, é merecedor de homenagens grandiosas - digo a de passar a história adiante, não a de uma estátua qualquer colocado no morro santa marta no Rio de Janeiro. E o porque acho desnecessário os comentários? Por que cada um tem o direito de manifestar a sua opinião, e nada melhor do que ser pago para fazer tal colocação. Está certo, é fácil falarmos dos outros bem quando não vivemos as dificuldades e traumas que as outras pessoas viveram. Agora é preciso cautela, pois a mídia de hoje infelizmente influencia muitas pessoas, por preguiça de cada um usar sua balança mental.

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