quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

De novo, de velho.

O início de um reinício. Isso é confuso pra mim. Porém é assim que as coisas estão acontecendo na minha vida agora. Pode ser que seja pra muitas outras pessoas também, pelo fato de ser início de um novo ano. Um ano dez, não só pelo fato de completar a primeira década de um novo milênio, mas pela positividade que contagiou grande parte da população minúscula daqui.
Voltando a falar em reinício, para ser bem sincera, eu lembrei que tinha um blog ontem. Pensei em postar, mas já tava tarde e eu fiquei sem clima. Agora voltou a vontade de uma possível continuação com o blog. Talvez o que me falte seja um alguém pra me motivar a continuar as minhas coisas, que antes, eram simples e vinham naturalmente a mente. Mas eu não tenho motivação alheia pra continuar com o blog, com as minhas fotos, meu palco e meu circo. E por um motivo muito simples: eu não quero. Não quero me expor tanto pras pessoas. Eu posso assustar às vezes. Se bem que estou assustando com menos frequência nos últimos tempos, é verdade. Porém não vem ao caso, conto isso numa outra oportunidade, se houve.
O engraçado é que parece que tudo parou e mudou. Me tornei uma pessoa intocável não só pra outras pessoas, mas também pra muitas coisas. Agora parece estar diferente, mas a sensação de estar certa antes era maior. Eu to enrolando, enrolando, só pra dizer que sim, estou sentindo que ando sozinha demais. Me disseram esses dias que meu isolamento se ocasionou por eu mesma querer isso, que me tornei o que sou por mérito meu – concordo em partes. Me disseram inclusive que se as pessoas se distanciavam de mim, a culpa era minha. E quer saber o que eu disse? “Dependendo de quem, eu até prefiro que se isole”. É bem provável que essa pessoa passou a me odiar depois disso, mas pra mim é assim.
Nossa, ta tudo muito louco. Acho que esqueci até de como se escreve um texto. Dá pra entender? Não? Ótimo, eu entendendo é o que vale. Entendo as minhas vontades, mas não as minhas necessidades, que por sinal merecem uma atenção a partir de agora. Estou me arriscando demais. Colocando minha criatividade no lixo, meu convívio social pro espaço, meus hábitos saudáveis pro sótão, e meus sentimentos puros lá abaixo de todas outras coisas. Estou arriscando inclusive o meu emprego, por estar escrevendo isso no computador do trabalho. Mas meus deveres pras férias já estão concluídos, viu galera da informática? É hora de por em questão o que eu penso, não o que os outros acham o que é melhor. E o que eu acho, do fundo do meu coração, não tem nada haver com o que eu vivo hoje. E tá muito, muito longe dessas pessoas mesquinhas acharem que podem. Quem acha o que pode ou não sou eu, o que conta é o que eu estou vivendo, não o que vou ter. Viver é dizer sim pra vida. É seguir o coração, por mais distante que ele possa nos levar. E eu vou, mesmo que para isso eu tenha que esquecer como é que se volta pra casa.
Au revoir.

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