terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O início da nova era

[ E m p a r t e s ]

Estou descobrindo um jeito de juntar tudo o que quero dizer, numa coisa só. Enquanto não acerto na escolha, ou vejo o "jeito de sempre" é o melhor, aí vai, em partes.

Parte I
Creio que temos muito mais que 365 chances de fazer que nosso ano seja o melhor de todos. Em segundos podemos fazê-lo o melhor, bem como, o pior.
Uma pequena atitude, um pequeno jesto, uma palavrinha... Fazem toda a diferença! O segredo é a palavra intencidade. Se você intencificar a tristeza por mais tempo, teu ano será ruim. Agora se você multiplicar as alegrias, terá sucesso garantido. Não, isso não é papo furado. Eu comprovei, e aconselho a você seguir o que estou dizendo; ou fazer pelo modo mais difícil, porém não menos demonstrativo: comprovar também.

Parte II
Comparando aos anos anteriores, falei pouco com aquela que vivia ensinar o pouco que sei e aprender o outro pouco. Bastou eu soltar uma gargalhada fruto das minhas anotações mentais que logo surge a pergunta: "Estás rindo do que?". Ora, pois... Preciso de algo para dar risadas?
Mas ela tinha razão, estava rindo dela. Não contive o espanto da pergunta e ajeitei uma resposta um tanto quanto burra. "Estava rindo de atitudes de algumas pessoas". Sem dúvida nenhuma esta resposta era um prato cheio para alguém que tinha curiosidade como segundo nome.
Sei lá, não consigo esconder o que penso. Escondo o que sinto, não o que penso.
Como um jogo de improvisação, aprendido nas aulas de teatro, consegui me desfazer do assunto.
Agora, aqui, eis que confesso as anotações mentais.
Não suporto a idéia de alguém querer levar a mesma vida que tanto ancio. Acabo achando ridículo e sem a menor criatividade. "Por que alguém, não tendo talento, jeito, e nem noção das coisas, quer a mesma coisa que eu?" Simples, por que eu faço propaganda. Acabo mostrando o lado bom das coisas sem perceber que o melhor seria não dizer nada.
Com o mesmo direito que acho que ela não deveria me seguir, sei perfeitamente que não devo dar opinião na vida alheia. É duro para o ser humano calar-se bem quando seus pais não lhe ensinaram isso. Sou egoísta, muito egoísta. Mas só tenho noção das coisas que falo depois da reação dos outros. Agora o que me resta é andar mais depressa, tomar as decisões corretas sem pensar no alheio. Vamos inovar, por que já é 2000 inove.

Parte III
Nem sempre quando pensamos que perdoamos, é que perdoamos verdadeiramente. Quero aprender a absolver as pessoas. Melhor, quero que minha alma aprenda isso. "Vamos, alma! Aprenda de uma vez por todas! Você não pode ser assim, rancorosa. Tá, tudo bem que as vezes eu não quero, mas não posso mais ser assim. Absolver e abrir o olho para que não aconteça novamente". Não me chamem de louca, estou sóbria.

Parte IV
"Sei que amores imperfeitos são as flores da estação..."
Não quero mais saber de nada. Quero viver o agora, me jogar em muitas sensações, nem que seja três ao mesmo tempo. Quero beijos, abraços, palavras boas, quero aprender, quero saber lidar com o amor, quero viver uma intencidade de coisas boas. Que ambos saem ganhando, que seja eterno enquanto dure.

Parte V
O final, mas nem por isso o menos importante.
Quero relatar aqui uma promessa a mim mesma. A promessa de nunca deixar de crescer, tanto espiritualmente, intelectualmente, como pessoalmente. A promessa de nunca desistir, por mais dura que seja a fase. A promessa de ser uma pessoa melhor com a família, com os amigos, com os colegas, comigo mesma. A promessa de sempre me aceitar como sou, de jamais me sentir inferior. A promessa de dar muitas e muitas risadas seja onde quer que eu for, com quem quer que seja. Prometo continuar com o mesmo olhar sobre a vida, e a valoriza-lá sobretudo.

Que todas pessoas tenham um 2008 com muita saúde e acima de tudo, sabedoria. Que Deus possa guiar a escolhas de todos.
Sejam felizes, e amem, mas amem muito!

Com muito carinho, DH.

Nenhum comentário: